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A decepção com o empate de ontem (domingo) por 2 a 2 diante do Chile é nítida na face de todo o elenco brasileiro. Com apenas dois pontos somados nas duas primeiras rodadas do hexagonal final, o Brasil terá um jogo de "vida ou morte" nesta terça-feira, diante do Uruguai. Uma derrota praticamente terminaria com a caminhada "canarinha" rumo a Pequim em 2008.
O grande desafio do treinador Nélson Rodrigues agora é motivar seus jogadores, inconformados ainda com a arbitragem da partida com os chilenos: "É uma vergonha. O futebol hoje não se decide mais dentro de campo. E não foi só este jogo contra o Chile; contra a Argentina, já anularam gol legítimo nosso", esbravejou o capitão Lucas, momentos após o término do jogo.
O volante gremista também sugeriu a possibilidade de existir um "complô" contra a equipe: "O Brasil nunca vai ganhar assim. A gente tem que ganhar de todo mundo: do juiz, do vestiário que não tem água, não tem luz, muito menos segurança. Todos estão contra nós. A parte mais fácil é jogar melhor que o adversário. Isso é um absurdo", completou.
Além dos problemas emocionais do time, Nélson Rodrigues ainda terá, pelo menos, 4 desfalques para o duelo com o Uruguai. O meia Willian recebeu o segundo cartão amarelo contra o Chile e está suspenso, assim como Luiz Adriano e Thiago Heleno, expulsos no mesmo confronto. Segundo o site oficial da Conmebol, Carlinhos também recebeu o cartão vermelho durante a confusão com a arbitragem, mas o lateral-direito Amaral acredita que o mesmo foi direcionado a ele, e não ao ala santista. Outros jogadores ainda podem ser punidos nas próximas horas em razão do ocorrido, dependendo do que estiver descrito na súmula do juiz Albert Duarte.
O Uruguai, que não em nada tem a ver com a crise brasileira, derrotou a Colômbia por 2 a 0, com gols de Figueroa e do artilheiro do Sul-Americano Cavani, que chegou aos 6 no total. O resultado levou o time "celeste" para o topo da classificação da etapa fina
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